sexta-feira, 19 de setembro de 2008

alma!

ao som de Pink - Nobody Knows Alma é um termo que deriva do latim anima, este refere-se ao princípio que dá movimento ao que é vivo, o que é animado ou o que faz mover- wikipedia pensando cá com meus botoes fiquei pensando no sentido da vida.... a vida tem sentido a partir do momento que voce tem um objetivo...correto?? se voce quer casar, ter filhos e ter sua casa...esse é o objetivo pelo qual voce vai lutar com todas as forcas para alcança-lo se voce quer estudar, se formar em uma boa faculdade, esse é o objetivo que vai te fazer ficar louco de tanto estudar e ficar ate altas horas fazendo trabalho.... sonhos existem para voce batalhar por eles...batalhando voce aprende as várias lições que a vida tem para ensinar...aprendendo as lições...voce nao erra e nao sofre....pelos erros cometidos... a vida so tem sentido se voce acha um sentido pra sua vida... se voce fica o tempo todo sofrendo pelas coisas ou pessoas que perdeu, sua vida vira uma coisa monótona... mesmo com o sofrimento...temos que erguer a cabeça por mais que doa o coração e seguir em frente... o coração continuará doendo....por muito tempo.... nao posso simplismente abandonar minha alma sozinha para seguir em frente...eu preciso seguir com ela...sem ela eu nao existiria.... apesar do sofrimento, da dor, da decepção....minha vida está valendo a pena...o que passei...nunca vou passar novamente... o que senti e sinto...nunca vou sentir novamente...ninguem nunca vai tirá-lo de mim "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena" .Fernando Pessoa amo (L)

5 comentários:

Wander disse...

Continuando sobre Vico e os Fundadores da Ciência Histórica.

Para Vico, todos os povos são uniformememnte forçados a atravessar as "mesmas eras" sucessivas. Adversário do racionalismo cartesiano, substitui a análise abstrata pelos dados concretos provenientes do estudo crítico da história e, sobretudo, da evolução paralela da linguagem e das instituições, que ele chama de filologia. O historiador deve, pois, dissociar nítidamente a motivação consciente da função real(não colocar no que está sendo analisado a sua visão pessoal).
Vico é também o precursor de Augusto Comte e da lei dos três estados. Cada sociedade, segundo afirma, passa sucessivamente por três estágios 1º) o divino - o dos poetas, teólogos, criadores de lendas 2º) o da natureza heróica onde predomina o espírito aristocrático. É o tempo dos Aquiles e dos Rômulos, quando certos homens consideram-se heróis ou filhos de deuses; 3º) o terceiro, o da natureza humana inteligente, caracterizado pelo espírito igualitário, pelo pensamento, pela razão e pelo dever.
Por outros aspectos, Vico anuncia os historiadores do século XIX. Michelet declara não possuir outro mestre. Isto relaciona-se em particular, ao papel essencial que Vico atribui à opinião pública. É esta, no seu conceito, que governa os costumes e o direito como formas de expressão. " O povo infunde às leis o sentido que lhe apraz e é necessário que os poderosos, de bom ou de mau grado, venham a observar as leis, no sentido que o povo lhes concede".

(A esse respeito, cabe assinalar a influência de Vico sobre o pensamento moderno. Ainda nos anos 1700 ele já tinha a visão que se tem na modernidade)

Pode-se mesmo ver em Vico um precursor da teoria das classes sociais. De qualquer forma, expressa claramente o essencial desta teoria, a saber: a posição social determina os comportamentos políticos da imensa maioria dos indivíduos. Vico teve uma visão muito precisa dos antagonismos que, no interior de uma mesma nação, surgem em virtude da diferença de profissão, de categoria e de recursos. Conforme observou, tais contradições são incessantes porque não depensdem dos homens , mas da estrutura. Suprimida uma série de antagonismnos, imediatamente cria-se uma nova.

Wander disse...

Michelet

Vico pertence, pois, ao partido dos que nos séculos XVII e XIX, de Montesquieu a Rousseau e a Spencer, mostraram a importância do consenso social. Entre os historiadores, Michelet apresentou-se profundamente imbuído deste papel criador do povo. Sabemos que a grande novidade da Histoire de France de Michelet consistiu no estudo das instituições, das opiniões e das criações do espírito público, aí considerado mais importante do que a lista de reis, de ministros, de favoritos e de batalhas.

Wander disse...

O Objetivo e as Pedras do Caminho

O ser humano busca a luz e essa pode ser reconhecida a ele na forma dos seus objetivos.
Uma certa visão que se tem na atualidade, procura enquadrar esse desejo humano dentro de normas racionais. Assim, dizem eles, para alcançar seus objetivos, basta planejar e controlar suas ações; algo como que fossemos semelhantes a uma empresa e a vida não passasse de um negócio.
É claro que tal visão, apesar de enganar a muitos, a nada leva.
Isso porque não considera algo que é tão parte da vida quanto o natural desejo de alcançar a um objetivo: as pedras no caminho.
Os obstáculos podem surgir a qualquer momento e levar por água a baixo o seu tão zelosamente produzido, planejamento.
Como fazer então se, por um lado, batalhamos pelo nosso objetivo, mas, por outro podemos ver esse objetivo escapar frente aos obstáculos?
Ação na inação é o conceito pelo qual podemos enfrentar a essa questão que faz parte da própria natureza humana sendo por isso tão difícil de ser resolvida.
E no que consiste essa tal ação na inação?
O magistral livro Bhagavad Gita narra a epopéia de Krishna e de seu arqueiro Arjuna, numa batalha na Índia antiga. Era uma batalha entre dois clãs indianos. Duas famílias nobres antes unidas, mas, agora em luta. Arjuna, condutor do carro de Krishna, revolta-se contra o fato de ter de guerrear contra seus antigos amigos e parentes. Krishna, revelando-se então como deus, revela a Arjuna sua sabedoria
que se baseava na ação e na inação.Através dessa doutrina, Krishna mostrou a Arjuna que a sua obrigação consistia em lutar, caso contrário seria considerado um covarde perante seus pares, mas, que essa luta por mais dura que fosse não deveria mobilizar a mente de Arjuna que deveria manter-se serena e incólume à luta que se desenrolava. Essa epopéia é narrada no livro indiano Mahabahrata e é um dos clássicos da literatura indiana e inspiradora do movimento cultural Hare Krishna.
Essa, portanto, é a lição que tiramos desses ensinamentos: a luta pelo atingimento dos nossos objetivos pode ser tão dura quanto a luta de Arjuna, nossa postura, no entanto, deve permanecer como a ensinada por Krishna: firmes na luta por nosso objetivo, mas sem se deixar abater, no entanto, pelas pedras do caminho.

Wander disse...

O Mito da Bondade Original


J.J. Rousseau (1712-1778); O dogma do pecado original fora o fundamento das doutrinas políticas e sociais da Idade Média. O homem, considerado como ente de irremediável maldade, deveria ser severamente enquadrado, protegido contra si próprio e preservado das tentações.
Neste particular, verificou-se o fenômeno do exagero dedutivo dos princípios. O aparelho das coerções e das suspeitas medievais tornava-se tão mais pesado, quanto menos correspondia à nova mentalidade e à nova técnica. Suportavam-se com crescente impaciência os privilégios aristocráticos, o sistema corporativo, os resquícios da economia medieval e seus controles paralisantes: a desconfiança contra toda liberdade, a obsessão da heresia e as diversas fobias, o direito penal inutilmente feroz, o absurdo da tortura etc.
De todos os lados explodiam protestos. Mas as críticas, das quais Voltaire é a mais representativa, eram sobretudo negativas. Estava reservado a Jean Jacques Rousseau elaborar uma doutrina construtiva, oposta ao pessimismo medieval e sobre aqual fosse possível fundar novas instituições e passar logicamente da severidade à liberdade.
O alicerce da tese de Rousseau é, sobretudo, psicológico. Sua crença na bondade original lembra, em certas facetas, o "ninguém é voluntáriamente perverso" de Sócrates. No Emile, Rousseau procura criar outro método de educação, respeitando a espontaneidade.
O segundo motivo da importância sociológica de Rousseau reside na sua proposta de uma nova teoria para fundamnentar a legitimidade do poder político. A soberania pertence exclusivamente ao povo que não pode cedê-la ou renunciar a ela. No Contrato Social, Rousseau sustenta o caráter absoluto e imprescindível do direito que cada indivíduo possui, inerente à sua qualidade de homem. Contra a pessoa humana e sua autonomia natural, não deverá prevalecer nenhuma força ou poderio real.

Wander disse...

Montesquieu e o Espírito das Leis

Com Montesquieu (1689-1755), a noção de lei fez, por assim dizer uma brilhante entrada no domínio das ciências sociais. É conhecida a célebre definição de "O Espírito das Leis": " As leis são as relações necessárias que derivam da natureza das coisas". Montesquieu parte dessa proposição, a fim de estabelecer determinado número de conexões estáveis entre as instituições políticas e jurídicas dos povos e suas condições de vida, em especial, o clima. Os impulsos decorrentes do clima impõem-se à moral. Destarte - assevera - as religiões dos países quentes são, em geral, tolerantes ante a luxúria, e a dos países frios, ante a embriaguez.

Para Montesquieu, as instituições baseiam-se em relações constantes entre a natureza do homem e o meio. Desta síntese emana o espírito geral,como o desígna, ou seja, a mentalidade e a opinião.

Ao se empenhar na elaboração da teoria do poder político, Montesquieu - ligando-se nesse ponto às idéias de Platão - une as formas principais do poder político à ideía social dominante. Segundo demonstra, cada forma de governo tem por fundamento e por salvaguarda certo número de crenças, onde a principal constitui seu ideal normativo. A monarquia, diz ele, estriba-se no sentimento de honra que deve reinar na classe superior; e constitui a contrapartida e também o freio interno de seu poderio.
As instituições republicanas repousam sobre a virtude; o despotismo sobre o medo. Quando o sentimento dominante enfraquece, o regime correspondente se corrompe e deve ceder a outro seu lugar. destituida do sentimento de honra, a aristocracia degenera em oligarquia. Quando a virtude se debilita, as Repúblicas convertem-se em anarquias e apelam para a tirania. Ao diminuir o temor que inspira, o déspota é derrocado. A fim de atenuar tais inconvenientes, Montesquieu propõe o famoso princípio da "separação de poderes": o executivo, o legislativo e o judiciário devem permanecer independentes, sem jamis invadir as suas respectivas atribuições.

Afinal, nas suas "Considerações sobre a Grandesa e a Decadência dos Romanos", Montesquieu deseja mostrar como os eventos históricos sofrem a influência das mudanças de mentalidade e das modificações políticas. As civilizações perecem declara ele, pelo exagero de seus princípios.